Presidente esclarece renúncia de dois membros e destaca unidade e continuidade da agenda de luta

15/05/2023 | 17:20 - matéria visualizada 1031 vezes

Diante dos pedidos de renúncia apresentados há pouco mais de uma semana, por dois membros da atual composição, a Diretoria do Sindjus informa às suas filiadas e aos seus filiados que já analisou e aceitou os pedidos, declarando vagos os cargos. Mas entende que alguns esclarecimentos são necessários.
 
No primeiro caso, ex-diretor de Esportes, Marcos Gilson, diz não pactuar com o trabalho que o Sindjus vem realizando, afirmando não concordar com o projeto de lei que garantiu os 6,1% para toda categoria. A fala contradiz sua própria atuação, quando defendeu o referido projeto em dezenas de comarcas, durante as assembleias itinerantes.
 
Sobre as ações dos 6,1, importante destacar que, até hoje, as mesmas seguem suspensas por decisão judicial. Em contrapartida, o projeto de lei garantiu – de forma imediata e definitiva – a incorporação do percentual nos vencimentos. A lei em questão não foi prejudicial, e o dispositivo que fala da renúncia de retroativos é visto pelo Sindjus como inconstitucional, constituindo pauta a ser debatida no momento oportuno.
 
Já o ex-vice-diretor Financeiro, André Nepomuceno, apontou sua saída devido à falta de espaço para participação. A afirmação causa estranheza, já que o servidor participou da maioria das reuniões, sempre debatendo e votando sobre a ordem do dia. Cabe frisar que o Sindicato, enquanto órgão colegiado e representativo, não deve guiar suas ações segundo vontades e projetos pessoais, mas seguir a vontade da maioria.
 
O presidente do Sindjus-MA, George Ferreira, afirmou a democracia na entidade foi regatada, sendo consolidado um espaço plural, onde todas e todos têm participação ativa e respeitadas as suas esferas de atuação. Ele destacou que as portas que foram fechadas e que inviabilizaram a conquista de direitos, foram reabertas e que novos caminhos têm sido e construídos com base na ética, no respeito e no diálogo.
 
Os ganhos alcançados ao longo dos últimos três anos é um reflexo dessa nova postura, pautada no equilíbrio das ações em benefício da categoria. O diálogo com a categoria e com a Administração do Judiciário garantiu o pagamento do Adicional por Tempo de Serviço com retroativo, pagamento do Auxilio Saúde por faixa etária, criação do Auxílio-Creche, indenização de Licença-Prêmio; Abono Natalino; e a aprovação do Novo PCCV.
 
O novo Plano também consolidou direitos, como a implantação de novos percentuais dos adicionais de Qualificação e Insalubridade; assim como as promoções e progressões, cujo debate propositivo garantiu reserva orçamentária para implantação, já no próximo mês de julho.
 
Além do PCCV, o Sindjus garantiu o direito constitucional de auxiliares e técnicos poderem acumular com o cargo de Professor, assim como de terem mantida a GAJ nos casos de licença superior a 30 dias. Auxiliares e técnicos judiciários foram contemplados na resolução do teletrabalho e foi suprimido dispositivo que impunha o atingimento de metas do CNJ e da GPJ para concessão desse direito.
 
George Ferreira destacou que todas essas conquistas só foram possíveis com o trabalho de uma Diretoria unida e atuante, que sempre buscou o diálogo com a categoria e com a Mesa Diretora do Judiciário, alcançando o reconhecimento e o apoio de servidoras e servidores.
 
O presidente ressaltou que o cenário ainda é desafiador, mas que o diálogo será mantido com a Administração, sem jamais abandonar o espírito de luta da entidade. Ele assegurou o compromisso de manter a agenda de trabalho alinhada aos anseios da categoria, visando a garantir a conquista de outros os direitos, a exemplo do nível superior para técnicas e técnicos e a completa implantação de todo PCCV.

 
"Enalteço o importante papel desempenhado diariamente por servidoras e servidores em suas unidades, ratificando a categoria como parte essencial do Judiciário maranhense, sem a qual seria impossível a este poder constituído, cumprir sua missão de levar justiça e dignidade a cada cidadã e cidadão maranhense", finalizou o presidente do Sindjus-MA, George Ferreira.

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