Apesar da intransigência do TJ, servidores mantém greve no Tocantins
12/02/2010 | 00:00 - matéria visualizada 383 vezesNa tarde desta sexta-feira, 12, a publicação da Portaria nº 70 no Diário da Justiça, criando a Comissão Especial de Magistrados para fins de Estudo e Elaboração do novo PCCS – Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Servidores e do Código de Organização do Poder Judiciário do Estado do Tocantins, em vez de contribuir para amenizar os ânimos já exaltados dos servidores em greve, causou ainda mais indignação, posto que a comissão foi composta somente por magistrados e assessores da presidência do Tribunal de Justiça, que, intransigente, não abriu oportunidade de participação efetiva dos servidores, através do SINSJUS-TO.
O sindicato irá requerer à Presidência do Tribunal de Justiça sua imediata inclusão como participante da comissão, para os estudos em pauta. A portaria suprime preceitos constitucionais que asseguram a participação sindical em questões judiciais e administrativas na defesa dos direitos e interesses, individuais e coletivos, da categoria (CF ART.8º, III).
Os servidores, indignados com a não inclusão do SINSJUS-TO, já têm experiência vivida em caso semelhante – elaboração da Lei 1604/2005, em vigor – onde só houve participação de magistrados e assessores. O resultado: lesões irreversíveis à categoria. Em protesto, os trabalhadores do Tribunal de Justiça do Todcantins decidiram prosseguir em greve geral por tempo indeterminado, até ter suas reivindicações atendidas.
O ânimo da categoria continua alto e as adesões crescem a cada dia, tanto na capital, Palmas, como nas comarcas do interior do estado. No alto, foto dos servidores da comarca de Colinas, que aderiram 100% à paralisação estadual.

