Para propor mudanças no sistema de ponto eletrônico adotado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, a diretoria do Sindjus está estudando a regulamentação do ponto eletrônico da Justiça Federal, do Tribunal Regional do Trabalho e o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Na tarde de ontem, 4, os diretores Sergio Cavalcante e Francisco Coutinho estiveram reunidos com o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal – Sintrajufe, Paulo Rios, para discutir as emendas que deverão ser apresentadas pelo Sindjus para aperfeiçoamento da Resolução 001/2010 que regulamenta o ponto.  

Durante o encontro, os diretores do Sindjus explicaram o funcionamento do ponto eletrônico e dos problemas operacionais do sistema que tem gerado prejuízos para a categoria. De acordo com Sergio Cavalcante, o sistema sai do ar frequentemente e o servidor leva falta. “Nas comarcas do interior essa situação é mais evidente. Pois o sistema apresenta muitas falhas e isso vem causando prejuízos ao trabalhador. Na última quarta-feira de cinzas, boa parte dos servidores teve falta registrada e muitos só descobriram depois de ter passado o prazo para requisitar a batida”, disse.

“O maior prejuízo não é o de ordem financeira, pois em geral os servidores são ressarcidos pelo Tribunal de Justiça assim que conseguem a reposição da falta. O prejuízo é moral já que o servidor tem que fazer um levantamento diário das faltas que poderão ter sido registradas indevidamente por falhas no sistema. Além de ter que enfrentar uma burocracia para requisitar a batida em um prazo de apenas 2 dias. Acontece que muitas vezes o servidor descobre a falta depois desse prazo”, explicou o diretor.  

O coordenador do Sintrajufe elogiou a adoção do sistema de ponto eletrônico do TJMA porque moraliza a jornada de trabalho. “A regulamentação do ponto eletrônico no Tribunal de Justiça em si já representa um grande avanço, pois exige a batida de ponto dos assessores evitando os escândalos e situações aos quais estamos acostumados a lidar como a dos funcionários fantasmas”, disse.

Segundo informações do coordenador, na Justiça Federal a questão da batida do ponto é mais flexível. Já no TRT e no TRE existe o ponto eletrônico, mas o sistema não apresenta falhas e o servidor justifica as faltas apenas uma vez por mês, antes do fechamento da folha. “No final do mês, o servidor tem acesso ao banco de dados para saber quantas faltas foram registradas e pode requerer o abono das faltas indevidas por meio de memorando contendo as justificativas para o aval da sua chefia imediata”, informou.  

Paulo Rios orientou a diretoria do Sindjus a propor um prazo maior para a requisição do abono das faltas evitando o constrangimento e o desgaste do servidor. Além de cobrar o aperfeiçoamento do sistema para que faltas não sejam registras indevidamente. O coordenador sugeriu ainda que o Sindjus deve cobrar a exigência do registro de entrada e saída dos assessores e não a batida única. “Fazer levantamento de falta todos os dias é desgastante tanto para o servidor quanto para a própria chefia imediata. Os assessores também deveriam ter a mesma obrigação de bater ponto na hora de entrada e saída já que cumprem uma carga horária determinada”, justificou o sindicalista.  

A diretoria do Sindjus continuará estudando o sistema de ponto eletrônico adotado em outros tribunais e pede para que os servidores enviem sugestões de emendas à Resolução 001/2010 para o email: [email protected]. As propostas de emendas serão apresentadas para o presidente Jamil Gedeon no próximo encontro com a diretoria do sindicato, conforme ficou acertado na última audiência.

 

 

 

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Durante o encontro, os diretores do Sindjus explicaram o funcionamento do ponto eletrônico e dos problemas operacionais do sistema que tem gerado prejuízos para a categoria. De acordo com Sergio Cavalcante, o sistema sai do ar frequentemente e o servidor leva falta. “Nas comarcas do interior essa situação é mais evidente. Pois o sistema apresenta muitas falhas e isso vem causando prejuízos ao trabalhador. Na última quarta-feira de cinzas, boa parte dos servidores teve falta registrada e muitos só descobriram depois de ter passado o prazo para requisitar a batida”, disse.

“O maior prejuízo não é o de ordem financeira, pois em geral os servidores são ressarcidos pelo Tribunal de Justiça assim que conseguem a reposição da falta. O prejuízo é moral já que o servidor tem que fazer um levantamento diário das faltas que poderão ter sido registradas indevidamente por falhas no sistema. Além de ter que enfrentar uma burocracia para requisitar a batida em um prazo de apenas 2 dias. Acontece que muitas vezes o servidor descobre a falta depois desse prazo”, explicou o diretor.  

O coordenador do Sintrajufe elogiou a adoção do sistema de ponto eletrônico do TJMA porque moraliza a jornada de trabalho. “A regulamentação do ponto eletrônico no Tribunal de Justiça em si já representa um grande avanço, pois exige a batida de ponto dos assessores evitando os escândalos e situações aos quais estamos acostumados a lidar como a dos funcionários fantasmas”, disse.

Segundo informações do coordenador, na Justiça Federal a questão da batida do ponto é mais flexível. Já no TRT e no TRE existe o ponto eletrônico, mas o sistema não apresenta falhas e o servidor justifica as faltas apenas uma vez por mês, antes do fechamento da folha. “No final do mês, o servidor tem acesso ao banco de dados para saber quantas faltas foram registradas e pode requerer o abono das faltas indevidas por meio de memorando contendo as justificativas para o aval da sua chefia imediata”, informou.  

Paulo Rios orientou a diretoria do Sindjus a propor um prazo maior para a requisição do abono das faltas evitando o constrangimento e o desgaste do servidor. Além de cobrar o aperfeiçoamento do sistema para que faltas não sejam registras indevidamente. O coordenador sugeriu ainda que o Sindjus deve cobrar a exigência do registro de entrada e saída dos assessores e não a batida única. “Fazer levantamento de falta todos os dias é desgastante tanto para o servidor quanto para a própria chefia imediata. Os assessores também deveriam ter a mesma obrigação de bater ponto na hora de entrada e saída já que cumprem uma carga horária determinada”, justificou o sindicalista.  

A diretoria do Sindjus continuará estudando o sistema de ponto eletrônico adotado em outros tribunais e pede para que os servidores enviem sugestões de emendas à Resolução 001/2010 para o email: [email protected]. As propostas de emendas serão apresentadas para o presidente Jamil Gedeon no próximo encontro com a diretoria do sindicato, conforme ficou acertado na última audiência.

 

 

 

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Diretoria estuda sistema de ponto eletrônico da Justiça Federal

5/03/2010 | 00:00 - matéria visualizada 465 vezes

Para propor mudanças no sistema de ponto eletrônico adotado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, a diretoria do Sindjus está estudando a regulamentação do ponto eletrônico da Justiça Federal, do Tribunal Regional do Trabalho e o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Na tarde de ontem, 4, os diretores Sergio Cavalcante e Francisco Coutinho estiveram reunidos com o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal – Sintrajufe, Paulo Rios, para discutir as emendas que deverão ser apresentadas pelo Sindjus para aperfeiçoamento da Resolução 001/2010 que regulamenta o ponto.  

Durante o encontro, os diretores do Sindjus explicaram o funcionamento do ponto eletrônico e dos problemas operacionais do sistema que tem gerado prejuízos para a categoria. De acordo com Sergio Cavalcante, o sistema sai do ar frequentemente e o servidor leva falta. “Nas comarcas do interior essa situação é mais evidente. Pois o sistema apresenta muitas falhas e isso vem causando prejuízos ao trabalhador. Na última quarta-feira de cinzas, boa parte dos servidores teve falta registrada e muitos só descobriram depois de ter passado o prazo para requisitar a batida”, disse.

“O maior prejuízo não é o de ordem financeira, pois em geral os servidores são ressarcidos pelo Tribunal de Justiça assim que conseguem a reposição da falta. O prejuízo é moral já que o servidor tem que fazer um levantamento diário das faltas que poderão ter sido registradas indevidamente por falhas no sistema. Além de ter que enfrentar uma burocracia para requisitar a batida em um prazo de apenas 2 dias. Acontece que muitas vezes o servidor descobre a falta depois desse prazo”, explicou o diretor.  

O coordenador do Sintrajufe elogiou a adoção do sistema de ponto eletrônico do TJMA porque moraliza a jornada de trabalho. “A regulamentação do ponto eletrônico no Tribunal de Justiça em si já representa um grande avanço, pois exige a batida de ponto dos assessores evitando os escândalos e situações aos quais estamos acostumados a lidar como a dos funcionários fantasmas”, disse.

Segundo informações do coordenador, na Justiça Federal a questão da batida do ponto é mais flexível. Já no TRT e no TRE existe o ponto eletrônico, mas o sistema não apresenta falhas e o servidor justifica as faltas apenas uma vez por mês, antes do fechamento da folha. “No final do mês, o servidor tem acesso ao banco de dados para saber quantas faltas foram registradas e pode requerer o abono das faltas indevidas por meio de memorando contendo as justificativas para o aval da sua chefia imediata”, informou.  

Paulo Rios orientou a diretoria do Sindjus a propor um prazo maior para a requisição do abono das faltas evitando o constrangimento e o desgaste do servidor. Além de cobrar o aperfeiçoamento do sistema para que faltas não sejam registras indevidamente. O coordenador sugeriu ainda que o Sindjus deve cobrar a exigência do registro de entrada e saída dos assessores e não a batida única. “Fazer levantamento de falta todos os dias é desgastante tanto para o servidor quanto para a própria chefia imediata. Os assessores também deveriam ter a mesma obrigação de bater ponto na hora de entrada e saída já que cumprem uma carga horária determinada”, justificou o sindicalista.  

A diretoria do Sindjus continuará estudando o sistema de ponto eletrônico adotado em outros tribunais e pede para que os servidores enviem sugestões de emendas à Resolução 001/2010 para o email: [email protected]. As propostas de emendas serão apresentadas para o presidente Jamil Gedeon no próximo encontro com a diretoria do sindicato, conforme ficou acertado na última audiência.

 

 

 

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