A diretoria do Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado do Tocantins (SINSJUSTO) rejeitou, em nota pública, a proposta de "acordo" feita pela presidência do Tribunal de Justiça daquele estado para que se encerre a greve geral da categoria, que completou nesta quinta-feira, 15, sessenta e cinco dias de duração.   O SINDJUS-MA enviará na próxima segunda-feira, 19, uma comissão formada pelos sindicalistas Anibal Lins e Romulo Neves para reiterar irrestrito e total apoio dos trabalhadores do Poder Judiciário do Estado do Maranhão à luta daqueles companheiros e companheiras por respeito a direitos fundamentais, por efetiva valorização profissional da classe e por melhores condições de trabalho.   Leia, a seguir, a NOTA DE ESCLARECIMENTO divulgada pela diretoria do SINSJUSTO, rejeitando os termos do "acordo" proposto pelo TJ-TO para o fim da greve heróica e exemplar dos trabalhadores da Justiça do Tocantins.     "NOTA DE ESCLARECIMENTO   Mais uma vez a presidência do Tribunal de Justiça, através de nota, vem subestimar a inteligência de servidores, advogados e sociedade em geral.   Entre outras, a nota presidencial destaca a “contraproposta”  de 12% de aumento real aos servidores. Contudo, é necessário esclarecer que o percentual supostamente ofertado, diz respeito ao direito já assegurado em lei, o da progressão de 5% (cinco) por cento a cada 02 (dois) anos que, desde  janeiro deste ano, a presidência  do TJ vem se negando a processar em folha de pagamento.   Os 7% (sete) por cento restante, diz respeito à reposição das perdas da data-base, prevista para o próximo mês de maio. A negativa do reconhecimento e processamento em folha dos respectivos direitos, já é um aceno que, nem saímos de uma paralisação e já se avizinha outra.   O que a nota presidencial insiste em omitir, diz respeito ao abismo salarial criado entre servidores da 1ª e 2ª instância, sendo que estes percebem 70% (setenta) por cento a mais que os servidores da 1ª instância.   O sindicato, ao contrário do que diz a nota, não age com radicalismo e, se preocupa sim com a sociedade e com os desdobramentos da paralisação, demonstrado através de proposta apresentada à presidência do TJTO no último dia 09/04, a qual sugere o parcelamento do referido percentual, inexistindo,  até a presente data, qualquer contraproposta.   A nota  ignora ainda, que a sociedade sabe que o real motivo da continuidade da paralisação é a forma inerte com que a presidência do TJTO está tratando o movimento, os profissionais do direito e, finalmente, de forma geral, o contribuinte. Isso sim é uma forma “de mode” de se negociar com os movimentos reivindicatórios. A sociedade já percebeu.   O SINSJUSTO lamenta profundamente a forma  superficial (simples notas através de site) com que o Tribunal de Justiça vem se reportando à sociedade e ao movimento paredistas dos servidores, na tentativa nada criativa de justificar seu silêncio. As restrições orçamentárias alegadas como obstáculos pelo TJTO não encontram eco, pois a alocação de verbas voltadas para o pagamento de direitos dos servidores foram  orçadas e contempladas em orçamento.   Resta à presidência do TJTO apresentar uma contraproposta real às reivindicações dos servidores, que leve a sociedade a acreditar nas suas pretensões voltadas para a superação do impasse,  a qual o SINSJUSTO terá o esmero necessário de defendê-la, se esta vier ao encontro das aspirações da categoria.   Diretoria do SINSJUSTO"      " /> A diretoria do Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado do Tocantins (SINSJUSTO) rejeitou, em nota pública, a proposta de "acordo" feita pela presidência do Tribunal de Justiça daquele estado para que se encerre a greve geral da categoria, que completou nesta quinta-feira, 15, sessenta e cinco dias de duração.   O SINDJUS-MA enviará na próxima segunda-feira, 19, uma comissão formada pelos sindicalistas Anibal Lins e Romulo Neves para reiterar irrestrito e total apoio dos trabalhadores do Poder Judiciário do Estado do Maranhão à luta daqueles companheiros e companheiras por respeito a direitos fundamentais, por efetiva valorização profissional da classe e por melhores condições de trabalho.   Leia, a seguir, a NOTA DE ESCLARECIMENTO divulgada pela diretoria do SINSJUSTO, rejeitando os termos do "acordo" proposto pelo TJ-TO para o fim da greve heróica e exemplar dos trabalhadores da Justiça do Tocantins.     "NOTA DE ESCLARECIMENTO   Mais uma vez a presidência do Tribunal de Justiça, através de nota, vem subestimar a inteligência de servidores, advogados e sociedade em geral.   Entre outras, a nota presidencial destaca a “contraproposta”  de 12% de aumento real aos servidores. Contudo, é necessário esclarecer que o percentual supostamente ofertado, diz respeito ao direito já assegurado em lei, o da progressão de 5% (cinco) por cento a cada 02 (dois) anos que, desde  janeiro deste ano, a presidência  do TJ vem se negando a processar em folha de pagamento.   Os 7% (sete) por cento restante, diz respeito à reposição das perdas da data-base, prevista para o próximo mês de maio. A negativa do reconhecimento e processamento em folha dos respectivos direitos, já é um aceno que, nem saímos de uma paralisação e já se avizinha outra.   O que a nota presidencial insiste em omitir, diz respeito ao abismo salarial criado entre servidores da 1ª e 2ª instância, sendo que estes percebem 70% (setenta) por cento a mais que os servidores da 1ª instância.   O sindicato, ao contrário do que diz a nota, não age com radicalismo e, se preocupa sim com a sociedade e com os desdobramentos da paralisação, demonstrado através de proposta apresentada à presidência do TJTO no último dia 09/04, a qual sugere o parcelamento do referido percentual, inexistindo,  até a presente data, qualquer contraproposta.   A nota  ignora ainda, que a sociedade sabe que o real motivo da continuidade da paralisação é a forma inerte com que a presidência do TJTO está tratando o movimento, os profissionais do direito e, finalmente, de forma geral, o contribuinte. Isso sim é uma forma “de mode” de se negociar com os movimentos reivindicatórios. A sociedade já percebeu.   O SINSJUSTO lamenta profundamente a forma  superficial (simples notas através de site) com que o Tribunal de Justiça vem se reportando à sociedade e ao movimento paredistas dos servidores, na tentativa nada criativa de justificar seu silêncio. As restrições orçamentárias alegadas como obstáculos pelo TJTO não encontram eco, pois a alocação de verbas voltadas para o pagamento de direitos dos servidores foram  orçadas e contempladas em orçamento.   Resta à presidência do TJTO apresentar uma contraproposta real às reivindicações dos servidores, que leve a sociedade a acreditar nas suas pretensões voltadas para a superação do impasse,  a qual o SINSJUSTO terá o esmero necessário de defendê-la, se esta vier ao encontro das aspirações da categoria.   Diretoria do SINSJUSTO"      ">

Greve dos servidores do TJ de Tocantins completa 65 dias sem acordo

15/04/2010 | 00:00 - matéria visualizada 1103 vezes
A diretoria do Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado do Tocantins (SINSJUSTO) rejeitou, em nota pública, a proposta de "acordo" feita pela presidência do Tribunal de Justiça daquele estado para que se encerre a greve geral da categoria, que completou nesta quinta-feira, 15, sessenta e cinco dias de duração.
 
O SINDJUS-MA enviará na próxima segunda-feira, 19, uma comissão formada pelos sindicalistas Anibal Lins e Romulo Neves para reiterar irrestrito e total apoio dos trabalhadores do Poder Judiciário do Estado do Maranhão à luta daqueles companheiros e companheiras por respeito a direitos fundamentais, por efetiva valorização profissional da classe e por melhores condições de trabalho.
 
Leia, a seguir, a NOTA DE ESCLARECIMENTO divulgada pela diretoria do SINSJUSTO, rejeitando os termos do "acordo" proposto pelo TJ-TO para o fim da greve heróica e exemplar dos trabalhadores da Justiça do Tocantins.
 
 
"NOTA DE ESCLARECIMENTO
 
Mais uma vez a presidência do Tribunal de Justiça, através de nota, vem subestimar a inteligência de servidores, advogados e sociedade em geral.
 
Entre outras, a nota presidencial destaca a “contraproposta”  de 12% de aumento real aos servidores. Contudo, é necessário esclarecer que o percentual supostamente ofertado, diz respeito ao direito já assegurado em lei, o da progressão de 5% (cinco) por cento a cada 02 (dois) anos que, desde  janeiro deste ano, a presidência  do TJ vem se negando a processar em folha de pagamento.
 
Os 7% (sete) por cento restante, diz respeito à reposição das perdas da data-base, prevista para o próximo mês de maio. A negativa do reconhecimento e processamento em folha dos respectivos direitos, já é um aceno que, nem saímos de uma paralisação e já se avizinha outra.
 
O que a nota presidencial insiste em omitir, diz respeito ao abismo salarial criado entre servidores da 1ª e 2ª instância, sendo que estes percebem 70% (setenta) por cento a mais que os servidores da 1ª instância.
 
O sindicato, ao contrário do que diz a nota, não age com radicalismo e, se preocupa sim com a sociedade e com os desdobramentos da paralisação, demonstrado através de proposta apresentada à presidência do TJTO no último dia 09/04, a qual sugere o parcelamento do referido percentual, inexistindo,  até a presente data, qualquer contraproposta.
 
A nota  ignora ainda, que a sociedade sabe que o real motivo da continuidade da paralisação é a forma inerte com que a presidência do TJTO está tratando o movimento, os profissionais do direito e, finalmente, de forma geral, o contribuinte. Isso sim é uma forma “de mode” de se negociar com os movimentos reivindicatórios. A sociedade já percebeu.
 
O SINSJUSTO lamenta profundamente a forma  superficial (simples notas através de site) com que o Tribunal de Justiça vem se reportando à sociedade e ao movimento paredistas dos servidores, na tentativa nada criativa de justificar seu silêncio. As restrições orçamentárias alegadas como obstáculos pelo TJTO não encontram eco, pois a alocação de verbas voltadas para o pagamento de direitos dos servidores foram  orçadas e contempladas em orçamento.
 
Resta à presidência do TJTO apresentar uma contraproposta real às reivindicações dos servidores, que leve a sociedade a acreditar nas suas pretensões voltadas para a superação do impasse,  a qual o SINSJUSTO terá o esmero necessário de defendê-la, se esta vier ao encontro das aspirações da categoria.
 
Diretoria do SINSJUSTO"
 
 
 
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