Greve dos servidores do TJ de Tocantins completa 65 dias sem acordo
15/04/2010 | 00:00 - matéria visualizada 1103 vezesA diretoria do Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado do Tocantins (SINSJUSTO) rejeitou, em nota pública, a proposta de "acordo" feita pela presidência do Tribunal de Justiça daquele estado para que se encerre a greve geral da categoria, que completou nesta quinta-feira, 15, sessenta e cinco dias de duração.
O SINDJUS-MA enviará na próxima segunda-feira, 19, uma comissão formada pelos sindicalistas Anibal Lins e Romulo Neves para reiterar irrestrito e total apoio dos trabalhadores do Poder Judiciário do Estado do Maranhão à luta daqueles companheiros e companheiras por respeito a direitos fundamentais, por efetiva valorização profissional da classe e por melhores condições de trabalho.
Leia, a seguir, a NOTA DE ESCLARECIMENTO divulgada pela diretoria do SINSJUSTO, rejeitando os termos do "acordo" proposto pelo TJ-TO para o fim da greve heróica e exemplar dos trabalhadores da Justiça do Tocantins.
"NOTA DE ESCLARECIMENTO
Mais uma vez a presidência do Tribunal de Justiça, através de nota, vem subestimar a inteligência de servidores, advogados e sociedade em geral.
Entre outras, a nota presidencial destaca a “contraproposta” de 12% de aumento real aos servidores. Contudo, é necessário esclarecer que o percentual supostamente ofertado, diz respeito ao direito já assegurado em lei, o da progressão de 5% (cinco) por cento a cada 02 (dois) anos que, desde janeiro deste ano, a presidência do TJ vem se negando a processar em folha de pagamento.
Os 7% (sete) por cento restante, diz respeito à reposição das perdas da data-base, prevista para o próximo mês de maio. A negativa do reconhecimento e processamento em folha dos respectivos direitos, já é um aceno que, nem saímos de uma paralisação e já se avizinha outra.
O que a nota presidencial insiste em omitir, diz respeito ao abismo salarial criado entre servidores da 1ª e 2ª instância, sendo que estes percebem 70% (setenta) por cento a mais que os servidores da 1ª instância.
O sindicato, ao contrário do que diz a nota, não age com radicalismo e, se preocupa sim com a sociedade e com os desdobramentos da paralisação, demonstrado através de proposta apresentada à presidência do TJTO no último dia 09/04, a qual sugere o parcelamento do referido percentual, inexistindo, até a presente data, qualquer contraproposta.
A nota ignora ainda, que a sociedade sabe que o real motivo da continuidade da paralisação é a forma inerte com que a presidência do TJTO está tratando o movimento, os profissionais do direito e, finalmente, de forma geral, o contribuinte. Isso sim é uma forma “de mode” de se negociar com os movimentos reivindicatórios. A sociedade já percebeu.
O SINSJUSTO lamenta profundamente a forma superficial (simples notas através de site) com que o Tribunal de Justiça vem se reportando à sociedade e ao movimento paredistas dos servidores, na tentativa nada criativa de justificar seu silêncio. As restrições orçamentárias alegadas como obstáculos pelo TJTO não encontram eco, pois a alocação de verbas voltadas para o pagamento de direitos dos servidores foram orçadas e contempladas em orçamento.
Resta à presidência do TJTO apresentar uma contraproposta real às reivindicações dos servidores, que leve a sociedade a acreditar nas suas pretensões voltadas para a superação do impasse, a qual o SINSJUSTO terá o esmero necessário de defendê-la, se esta vier ao encontro das aspirações da categoria.
Diretoria do SINSJUSTO"

