Começa nesta segunda-feira, 19, a greve geral dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Ceará por tempo indeterminado. O motivo foi o projeto de lei que institui o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração - PCCR dos servidores do TJ-CE, enviado à Assembléia Legislativa daquele estado pelo presidente Ernani Barreiro, sem qualquer discussão com os trabalhadores e que impõe graves prejuízos à classe.

Com isso, o presidente do TJCE traíu compromisso publicamente assumido com os trabalhadores do Judiciário cearense de fazer aprovar um novo PCCR idêntico ao adotado pela Justiça Federal e que deveria ter como objetivo a valorizarição do funcionalismo.

Desde a última quarta-feira, 14, centenas de servidores ocupam diariamente a Assembléia Legislativa visando obstruir a votação do projeto enviado pelo TJCE.

COMANDO DE GREVE

A greve geral dos servidores da Justiça do Ceará está sendo coordenada por um Comando de Greve eleito numa ampla e participativa plenária, que reuniu servidores do Fórum "Clóvis Beviláqua" (FCB) e Juizados Especiais (JEC’S) de Fortaleza, realizada na última sexta-feira, 16, para discutir como organização do movimento paredista.

A greve teve inicio desta segunda-feira, 19, e o comando de greve divulgou as seguintes orientações para os trabalhadores:

1. Manter e massificar a greve na sede do Tribunal de Justiça(TJ), no Cambeba, a exemplo do que fizemos no dia 18 de março. Os servidores de todas as Unidades Judiciárias da Capital devem suspender o fornecimento de serviços e se dirigir para o TJ e lá se manter concentrados. Sendo esse o calendário da greve nessa primeira semana – 19 a 23 de abril. É lá que se encontra o Chefe do Poder e os demais desembargadores. É lá que devemos nos fazer notados. 2. Apenas o percentual de 30% de servidores efetivos permanecerão em atividade, exercendo apenas os atos de urgência descritos no ofício que comunica o início da greve; 3. Os servidores deverão se manter informados prioritariamente pelos sites das entidades, meios de comunicação mais rápido. Assim, logo ao amanhecer, todos devem abrir os sites para saber se não ocorreu mudanças na programação do dia; 4. Eleição de um Comando de Mobilização do Fórum "Clovis Bevilacqua" (FCB), responsável pela organização e orientação da categoria na capital. 5. Todos os dias haverá ônibus saindo 9h e 12h do FCB levando os servidores para o TJ. Haverá ônibus para levar os servidores de volta para o FCB. REPERCUSSÃO

Em pronunciamento na Assembléia Legislativa do Ceará, o deputado Adahil Barreto (PR) defendeu na última quarta-feira (14/04) a revisão da mensagem que trata sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores do Poder Judiciário. De acordo com o parlamentar, o texto do projeto de lei que acompanha a mensagem 05/10 não contempla as demandas dos servidores. Ao contrário, segundo explicou, o PCCR retira da categoria direitos adquiridos.

Adahil Barreto sugeriu que o projeto seja sobrestado ou que retorne para o Poder Judiciário para que os ajustes solicitados sejam feitos. “Se não houver um canal de novas negociações, provavelmente isso poderá acarretar em prejuízos irreparáveis para os servidores do Judiciário”, alertou. Os prejuízos a que se refere o deputado dizem respeito principalmente à questão da ascensão funcional.

O republicano citou os pontos que acarretam nos principais prejuízos para os servidores. A gratificação de risco de vida para a maioria dos servidores será retirada. Esse direito, conforme ressaltou, foi adquirido pelos oficiais de justiça em 1981.

Outro problema apontado é que os ocupantes dos cargos de técnico judiciário, oficial de justiça e de analista judiciário adjunto passarão para o cargo de auxiliar judiciário e técnico judiciário. Como resultado, eles terão a ascensão funcional prejudicada, com uma estagnação que pode durar de 15 a 20 anos. O parlamentar também chamou atenção para o retorno dos cargos de oficial de justiça e de analista judiciário adjunto para o nível médio, bem como o cargo de técnico judiciário e demais cargos hoje de nível médio para o nível fundamental. “Isso prejudicará qualquer futuro enquadramento, sendo totalmente inconstitucional”, criticou.

Adahil alertou sobre a falta de clareza no PCCR nas regras para ascensão funcional, pois não há especificações percentuais. Esses valores, conforme ressaltou, ficarão condicionados a “subjetividade” da existência de disponibilidade financeira. O servidor estabilizado admitido antes da Constituição de 1988 passará a ser enquadrado como função, não tendo mais direito a nenhuma ascensão funcional. “Devemos procurar alternativas e soluções para que o projeto que trata sobre plano acolha as expectativas dos servidores”, disse.

Em aparte, o deputado Cirilo Pimenta (PSDB) disse que “é a primeira vez que vejo aqui funcionários torcerem para um PCCR não ser aprovado”, devido a perda de avanços que já haviam sido obtidos. “Os planos sempre são feitos com intuito de beneficiar o servidor”, ponderou.

 

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Com isso, o presidente do TJCE traíu compromisso publicamente assumido com os trabalhadores do Judiciário cearense de fazer aprovar um novo PCCR idêntico ao adotado pela Justiça Federal e que deveria ter como objetivo a valorizarição do funcionalismo.

Desde a última quarta-feira, 14, centenas de servidores ocupam diariamente a Assembléia Legislativa visando obstruir a votação do projeto enviado pelo TJCE.

COMANDO DE GREVE

A greve geral dos servidores da Justiça do Ceará está sendo coordenada por um Comando de Greve eleito numa ampla e participativa plenária, que reuniu servidores do Fórum "Clóvis Beviláqua" (FCB) e Juizados Especiais (JEC’S) de Fortaleza, realizada na última sexta-feira, 16, para discutir como organização do movimento paredista.

A greve teve inicio desta segunda-feira, 19, e o comando de greve divulgou as seguintes orientações para os trabalhadores:

1. Manter e massificar a greve na sede do Tribunal de Justiça(TJ), no Cambeba, a exemplo do que fizemos no dia 18 de março. Os servidores de todas as Unidades Judiciárias da Capital devem suspender o fornecimento de serviços e se dirigir para o TJ e lá se manter concentrados. Sendo esse o calendário da greve nessa primeira semana – 19 a 23 de abril. É lá que se encontra o Chefe do Poder e os demais desembargadores. É lá que devemos nos fazer notados. 2. Apenas o percentual de 30% de servidores efetivos permanecerão em atividade, exercendo apenas os atos de urgência descritos no ofício que comunica o início da greve; 3. Os servidores deverão se manter informados prioritariamente pelos sites das entidades, meios de comunicação mais rápido. Assim, logo ao amanhecer, todos devem abrir os sites para saber se não ocorreu mudanças na programação do dia; 4. Eleição de um Comando de Mobilização do Fórum "Clovis Bevilacqua" (FCB), responsável pela organização e orientação da categoria na capital. 5. Todos os dias haverá ônibus saindo 9h e 12h do FCB levando os servidores para o TJ. Haverá ônibus para levar os servidores de volta para o FCB. REPERCUSSÃO

Em pronunciamento na Assembléia Legislativa do Ceará, o deputado Adahil Barreto (PR) defendeu na última quarta-feira (14/04) a revisão da mensagem que trata sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores do Poder Judiciário. De acordo com o parlamentar, o texto do projeto de lei que acompanha a mensagem 05/10 não contempla as demandas dos servidores. Ao contrário, segundo explicou, o PCCR retira da categoria direitos adquiridos.

Adahil Barreto sugeriu que o projeto seja sobrestado ou que retorne para o Poder Judiciário para que os ajustes solicitados sejam feitos. “Se não houver um canal de novas negociações, provavelmente isso poderá acarretar em prejuízos irreparáveis para os servidores do Judiciário”, alertou. Os prejuízos a que se refere o deputado dizem respeito principalmente à questão da ascensão funcional.

O republicano citou os pontos que acarretam nos principais prejuízos para os servidores. A gratificação de risco de vida para a maioria dos servidores será retirada. Esse direito, conforme ressaltou, foi adquirido pelos oficiais de justiça em 1981.

Outro problema apontado é que os ocupantes dos cargos de técnico judiciário, oficial de justiça e de analista judiciário adjunto passarão para o cargo de auxiliar judiciário e técnico judiciário. Como resultado, eles terão a ascensão funcional prejudicada, com uma estagnação que pode durar de 15 a 20 anos. O parlamentar também chamou atenção para o retorno dos cargos de oficial de justiça e de analista judiciário adjunto para o nível médio, bem como o cargo de técnico judiciário e demais cargos hoje de nível médio para o nível fundamental. “Isso prejudicará qualquer futuro enquadramento, sendo totalmente inconstitucional”, criticou.

Adahil alertou sobre a falta de clareza no PCCR nas regras para ascensão funcional, pois não há especificações percentuais. Esses valores, conforme ressaltou, ficarão condicionados a “subjetividade” da existência de disponibilidade financeira. O servidor estabilizado admitido antes da Constituição de 1988 passará a ser enquadrado como função, não tendo mais direito a nenhuma ascensão funcional. “Devemos procurar alternativas e soluções para que o projeto que trata sobre plano acolha as expectativas dos servidores”, disse.

Em aparte, o deputado Cirilo Pimenta (PSDB) disse que “é a primeira vez que vejo aqui funcionários torcerem para um PCCR não ser aprovado”, devido a perda de avanços que já haviam sido obtidos. “Os planos sempre são feitos com intuito de beneficiar o servidor”, ponderou.

 

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Traídos, servidores do TJCE reagem com greve geral

19/04/2010 | 00:00 - matéria visualizada 338 vezes

Começa nesta segunda-feira, 19, a greve geral dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Ceará por tempo indeterminado. O motivo foi o projeto de lei que institui o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração - PCCR dos servidores do TJ-CE, enviado à Assembléia Legislativa daquele estado pelo presidente Ernani Barreiro, sem qualquer discussão com os trabalhadores e que impõe graves prejuízos à classe.

Com isso, o presidente do TJCE traíu compromisso publicamente assumido com os trabalhadores do Judiciário cearense de fazer aprovar um novo PCCR idêntico ao adotado pela Justiça Federal e que deveria ter como objetivo a valorizarição do funcionalismo.

Desde a última quarta-feira, 14, centenas de servidores ocupam diariamente a Assembléia Legislativa visando obstruir a votação do projeto enviado pelo TJCE.

COMANDO DE GREVE

A greve geral dos servidores da Justiça do Ceará está sendo coordenada por um Comando de Greve eleito numa ampla e participativa plenária, que reuniu servidores do Fórum "Clóvis Beviláqua" (FCB) e Juizados Especiais (JEC’S) de Fortaleza, realizada na última sexta-feira, 16, para discutir como organização do movimento paredista.

A greve teve inicio desta segunda-feira, 19, e o comando de greve divulgou as seguintes orientações para os trabalhadores:

1. Manter e massificar a greve na sede do Tribunal de Justiça(TJ), no Cambeba, a exemplo do que fizemos no dia 18 de março. Os servidores de todas as Unidades Judiciárias da Capital devem suspender o fornecimento de serviços e se dirigir para o TJ e lá se manter concentrados. Sendo esse o calendário da greve nessa primeira semana – 19 a 23 de abril. É lá que se encontra o Chefe do Poder e os demais desembargadores. É lá que devemos nos fazer notados.

2. Apenas o percentual de 30% de servidores efetivos permanecerão em atividade, exercendo apenas os atos de urgência descritos no ofício que comunica o início da greve;

3. Os servidores deverão se manter informados prioritariamente pelos sites das entidades, meios de comunicação mais rápido. Assim, logo ao amanhecer, todos devem abrir os sites para saber se não ocorreu mudanças na programação do dia;

4. Eleição de um Comando de Mobilização do Fórum "Clovis Bevilacqua" (FCB), responsável pela organização e orientação da categoria na capital.

5. Todos os dias haverá ônibus saindo 9h e 12h do FCB levando os servidores para o TJ. Haverá ônibus para levar os servidores de volta para o FCB.

REPERCUSSÃO

Em pronunciamento na Assembléia Legislativa do Ceará, o deputado Adahil Barreto (PR) defendeu na última quarta-feira (14/04) a revisão da mensagem que trata sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores do Poder Judiciário. De acordo com o parlamentar, o texto do projeto de lei que acompanha a mensagem 05/10 não contempla as demandas dos servidores. Ao contrário, segundo explicou, o PCCR retira da categoria direitos adquiridos.

Adahil Barreto sugeriu que o projeto seja sobrestado ou que retorne para o Poder Judiciário para que os ajustes solicitados sejam feitos. “Se não houver um canal de novas negociações, provavelmente isso poderá acarretar em prejuízos irreparáveis para os servidores do Judiciário”, alertou. Os prejuízos a que se refere o deputado dizem respeito principalmente à questão da ascensão funcional.

O republicano citou os pontos que acarretam nos principais prejuízos para os servidores. A gratificação de risco de vida para a maioria dos servidores será retirada. Esse direito, conforme ressaltou, foi adquirido pelos oficiais de justiça em 1981.

Outro problema apontado é que os ocupantes dos cargos de técnico judiciário, oficial de justiça e de analista judiciário adjunto passarão para o cargo de auxiliar judiciário e técnico judiciário. Como resultado, eles terão a ascensão funcional prejudicada, com uma estagnação que pode durar de 15 a 20 anos. O parlamentar também chamou atenção para o retorno dos cargos de oficial de justiça e de analista judiciário adjunto para o nível médio, bem como o cargo de técnico judiciário e demais cargos hoje de nível médio para o nível fundamental. “Isso prejudicará qualquer futuro enquadramento, sendo totalmente inconstitucional”, criticou.

Adahil alertou sobre a falta de clareza no PCCR nas regras para ascensão funcional, pois não há especificações percentuais. Esses valores, conforme ressaltou, ficarão condicionados a “subjetividade” da existência de disponibilidade financeira. O servidor estabilizado admitido antes da Constituição de 1988 passará a ser enquadrado como função, não tendo mais direito a nenhuma ascensão funcional. “Devemos procurar alternativas e soluções para que o projeto que trata sobre plano acolha as expectativas dos servidores”, disse.

Em aparte, o deputado Cirilo Pimenta (PSDB) disse que “é a primeira vez que vejo aqui funcionários torcerem para um PCCR não ser aprovado”, devido a perda de avanços que já haviam sido obtidos. “Os planos sempre são feitos com intuito de beneficiar o servidor”, ponderou.

 

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