Após muita mobilização, vigílias e protestos por parte dos servidores de 1ª e 2ª instâncias, a Corte Superior do Tribunal de Justiça (TJMG) acaba de aprovar, na tarde desta quarta-feira, 9/6/2010, a proposta de reajuste salarial de 10,14% para a categoria. Os votos dos desembargadores foram favoráveis à proposta, com exceção dos votos dos des. Wander Marotta e Manuel Saramago, que se abstiveram alegando não ter recebido a matéria julgada previamente.

 

O projeto de lei chegou já nesta quinta-feira, 10, à Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde os servidores estão realizando gestões junto aos deputados para que a matéria seja aprovada em regime de urgência. A tarefa dos servidores e seus representantes sindicais, agora, é cobrar que o reajuste entre na pauta de votação da ALMG com máxima urgência, preferencialmente ainda este mês.

    Durante a sessão do TJMG, o relator do projeto, des. Joaquim Herculano, apresentou argumentos e documentos comprobatórios utilizados pelos servidores na campanha pelo reajuste, indicando que em todos os outros poderes os salários foram reajustados este ano, exceto no Judiciário. Ele ressaltou também o baixo salário de entrada no TJ mineiro (R$ 1.754), usando como exemplo a comparação com a ALMG (R$ 2.555) e o Ministério Público (R$ 2.336). Por fim, o desembargador alegou que a decisão do Comitê Estratégico, favorável à aprovação dos 10,14%, teve respaldo do corpo técnico do TJ e o aval da Diretoria de Finanças.        A decisão da Corte prevê que o reajuste seja pago em janeiro/2011, conforme indicação do Comitê Estratégico do TJ. Como os 10,14% referem-se a perdas salariais decorrentes da inflação no período de setembro de 2008 a abril de 2010, no próximo ano o TJMG terá que cumprir a data-base (maio) dos servidores do TJ mineiro, conforme a Lei 18.909 de 31/5/2010. Ou seja, terá que iniciar nova negociação com os servidores para corrigir as perdas de maio/2010 a maio/2011. Afinal, mesmo com este índice incorporado, os vencimentos dos servidores continuam baixos em relação a órgãos que desempenham funções similares. Estes, além de oferecer salários melhores, ainda contam com o Plano de Carreiras em dia.       A aprovação dos 10,14%, após tantos recuos por parte do Tribunal, foi um passo importante para a luta dos servidores e fruto da campanha unificada da categoria. Quando julgávamos que tudo estava perdido, quando a indignação diante de tanto desrespeito havia tomado conta de toda a categoria, a união e a mobilização constante foram nossas armas de luta.     O SINJUS-MG parabeniza todos aqueles servidores que estiveram nas assembléias, nas manifestações em frente ao Fórum Lafayette (sob frio e chuva) e nas vigílias durante as sessões da Corte. Parabeniza todos aqueles que saíram do comodismo para mostrar, vestidos com as camisetas alaranjadas da campanha, que conhecem seus direitos e não admitem que sejam desrespeitados.     Com a aprovação do reajuste na Corte, foi vencida a primeira batalha, mas lembramos que o reajuste de 10,14% só será direito de fato quando for aprovado na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e sancionado pelo governador. Até lá, temos que continuar mobilizados e pressionando as autoridades para que atentem à nossa causa – que, afinal, não é uma causa apenas dos servidores, mas de todos os cidadãos mineiros. Afinal, o Judiciário que valoriza seus servidores é um Judiciário que valoriza a eficiência.     Outra decisão importante da Corte Mineira foi a manutenção da jornada de trabalho de seis horas diárias, a despeito da pressão do Conselho Nacional de Justiça pelo cumprimento da Resolução 88. Prevaleceu o respeito ao direito adquirido dos trabalhadores mineiros de terem preservada sua jornada de trabalho original, já que a administração do TJMG não dispõe de recursos para garantir a correção salarial de 33% como contrapartida ao aumento da jornada para 7 horas diárias corridas. Prevaleceu, enfim, o bom senso.     MARANHÃO     Enquanto isso, o presidente do TJMA Jamil Gedeon insiste em desafiar a inteligência dos serventuários maranhenses, declarando não poder pagar a reposição das perdas inflacionárias de 2010 aos servidores, exceto quando isto for autorizado pela governadora Roseana Sarney - provavelmente em outubro. Mas com que propósito justamente em outubro? Para dar um "empurrãozinho" para a reeleição da governadora? E se ela perder a eleição? O que restará aos trabalhadores? O calote?     Por tudo isso é que a diretoria do Sindjus conclama todos os trabalhadores do TJMA a seguirem o exemplo dos nossos colegas mineiros e continuarem mobilizados e unidos em torno dos seus direitos, e demonstrando com muita coragem e determinação sua total independência em relação a qualquer governo. Ao contrário do alinhamento servil aos interesses do Executivo Estadual, postura esta que, infelizmente, o presidente do TJMA Jamil Gedeon parece não estar mais interessado em mascarar.                  " />  

Após muita mobilização, vigílias e protestos por parte dos servidores de 1ª e 2ª instâncias, a Corte Superior do Tribunal de Justiça (TJMG) acaba de aprovar, na tarde desta quarta-feira, 9/6/2010, a proposta de reajuste salarial de 10,14% para a categoria. Os votos dos desembargadores foram favoráveis à proposta, com exceção dos votos dos des. Wander Marotta e Manuel Saramago, que se abstiveram alegando não ter recebido a matéria julgada previamente.

 

O projeto de lei chegou já nesta quinta-feira, 10, à Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde os servidores estão realizando gestões junto aos deputados para que a matéria seja aprovada em regime de urgência. A tarefa dos servidores e seus representantes sindicais, agora, é cobrar que o reajuste entre na pauta de votação da ALMG com máxima urgência, preferencialmente ainda este mês.

    Durante a sessão do TJMG, o relator do projeto, des. Joaquim Herculano, apresentou argumentos e documentos comprobatórios utilizados pelos servidores na campanha pelo reajuste, indicando que em todos os outros poderes os salários foram reajustados este ano, exceto no Judiciário. Ele ressaltou também o baixo salário de entrada no TJ mineiro (R$ 1.754), usando como exemplo a comparação com a ALMG (R$ 2.555) e o Ministério Público (R$ 2.336). Por fim, o desembargador alegou que a decisão do Comitê Estratégico, favorável à aprovação dos 10,14%, teve respaldo do corpo técnico do TJ e o aval da Diretoria de Finanças.        A decisão da Corte prevê que o reajuste seja pago em janeiro/2011, conforme indicação do Comitê Estratégico do TJ. Como os 10,14% referem-se a perdas salariais decorrentes da inflação no período de setembro de 2008 a abril de 2010, no próximo ano o TJMG terá que cumprir a data-base (maio) dos servidores do TJ mineiro, conforme a Lei 18.909 de 31/5/2010. Ou seja, terá que iniciar nova negociação com os servidores para corrigir as perdas de maio/2010 a maio/2011. Afinal, mesmo com este índice incorporado, os vencimentos dos servidores continuam baixos em relação a órgãos que desempenham funções similares. Estes, além de oferecer salários melhores, ainda contam com o Plano de Carreiras em dia.       A aprovação dos 10,14%, após tantos recuos por parte do Tribunal, foi um passo importante para a luta dos servidores e fruto da campanha unificada da categoria. Quando julgávamos que tudo estava perdido, quando a indignação diante de tanto desrespeito havia tomado conta de toda a categoria, a união e a mobilização constante foram nossas armas de luta.     O SINJUS-MG parabeniza todos aqueles servidores que estiveram nas assembléias, nas manifestações em frente ao Fórum Lafayette (sob frio e chuva) e nas vigílias durante as sessões da Corte. Parabeniza todos aqueles que saíram do comodismo para mostrar, vestidos com as camisetas alaranjadas da campanha, que conhecem seus direitos e não admitem que sejam desrespeitados.     Com a aprovação do reajuste na Corte, foi vencida a primeira batalha, mas lembramos que o reajuste de 10,14% só será direito de fato quando for aprovado na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e sancionado pelo governador. Até lá, temos que continuar mobilizados e pressionando as autoridades para que atentem à nossa causa – que, afinal, não é uma causa apenas dos servidores, mas de todos os cidadãos mineiros. Afinal, o Judiciário que valoriza seus servidores é um Judiciário que valoriza a eficiência.     Outra decisão importante da Corte Mineira foi a manutenção da jornada de trabalho de seis horas diárias, a despeito da pressão do Conselho Nacional de Justiça pelo cumprimento da Resolução 88. Prevaleceu o respeito ao direito adquirido dos trabalhadores mineiros de terem preservada sua jornada de trabalho original, já que a administração do TJMG não dispõe de recursos para garantir a correção salarial de 33% como contrapartida ao aumento da jornada para 7 horas diárias corridas. Prevaleceu, enfim, o bom senso.     MARANHÃO     Enquanto isso, o presidente do TJMA Jamil Gedeon insiste em desafiar a inteligência dos serventuários maranhenses, declarando não poder pagar a reposição das perdas inflacionárias de 2010 aos servidores, exceto quando isto for autorizado pela governadora Roseana Sarney - provavelmente em outubro. Mas com que propósito justamente em outubro? Para dar um "empurrãozinho" para a reeleição da governadora? E se ela perder a eleição? O que restará aos trabalhadores? O calote?     Por tudo isso é que a diretoria do Sindjus conclama todos os trabalhadores do TJMA a seguirem o exemplo dos nossos colegas mineiros e continuarem mobilizados e unidos em torno dos seus direitos, e demonstrando com muita coragem e determinação sua total independência em relação a qualquer governo. Ao contrário do alinhamento servil aos interesses do Executivo Estadual, postura esta que, infelizmente, o presidente do TJMA Jamil Gedeon parece não estar mais interessado em mascarar.                  ">

TJMG aprova reajuste de 10,14% para servidores e mantém jornada de 6 horas

10/06/2010 | 00:00 - matéria visualizada 415 vezes

Mais um Tribunal de Justiça aprovou esta semana a reposição das perdas inflacionárias para os servidores e a manutenção da jornada de trabalho de 6 horas, desmentindo por completo o discurso falacioso e manipulador da atual administração do TJMA, que insiste em apostar na desinformação e tenta confundir os trabalhadores, ao afirmar não é possível fazer o mesmo pelos serventuários maranhenses.

 

Após muita mobilização, vigílias e protestos por parte dos servidores de 1ª e 2ª instâncias, a Corte Superior do Tribunal de Justiça (TJMG) acaba de aprovar, na tarde desta quarta-feira, 9/6/2010, a proposta de reajuste salarial de 10,14% para a categoria. Os votos dos desembargadores foram favoráveis à proposta, com exceção dos votos dos des. Wander Marotta e Manuel Saramago, que se abstiveram alegando não ter recebido a matéria julgada previamente.

 

O projeto de lei chegou já nesta quinta-feira, 10, à Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde os servidores estão realizando gestões junto aos deputados para que a matéria seja aprovada em regime de urgência. A tarefa dos servidores e seus representantes sindicais, agora, é cobrar que o reajuste entre na pauta de votação da ALMG com máxima urgência, preferencialmente ainda este mês.

 
 
Durante a sessão do TJMG, o relator do projeto, des. Joaquim Herculano, apresentou argumentos e documentos comprobatórios utilizados pelos servidores na campanha pelo reajuste, indicando que em todos os outros poderes os salários foram reajustados este ano, exceto no Judiciário. Ele ressaltou também o baixo salário de entrada no TJ mineiro (R$ 1.754), usando como exemplo a comparação com a ALMG (R$ 2.555) e o Ministério Público (R$ 2.336). Por fim, o desembargador alegou que a decisão do Comitê Estratégico, favorável à aprovação dos 10,14%, teve respaldo do corpo técnico do TJ e o aval da Diretoria de Finanças. 
 
 
 
A decisão da Corte prevê que o reajuste seja pago em janeiro/2011, conforme indicação do Comitê Estratégico do TJ. Como os 10,14% referem-se a perdas salariais decorrentes da inflação no período de setembro de 2008 a abril de 2010, no próximo ano o TJMG terá que cumprir a data-base (maio) dos servidores do TJ mineiro, conforme a Lei 18.909 de 31/5/2010. Ou seja, terá que iniciar nova negociação com os servidores para corrigir as perdas de maio/2010 a maio/2011. Afinal, mesmo com este índice incorporado, os vencimentos dos servidores continuam baixos em relação a órgãos que desempenham funções similares. Estes, além de oferecer salários melhores, ainda contam com o Plano de Carreiras em dia.
 
 
 
A aprovação dos 10,14%, após tantos recuos por parte do Tribunal, foi um passo importante para a luta dos servidores e fruto da campanha unificada da categoria. Quando julgávamos que tudo estava perdido, quando a indignação diante de tanto desrespeito havia tomado conta de toda a categoria, a união e a mobilização constante foram nossas armas de luta.
 
 
O SINJUS-MG parabeniza todos aqueles servidores que estiveram nas assembléias, nas manifestações em frente ao Fórum Lafayette (sob frio e chuva) e nas vigílias durante as sessões da Corte. Parabeniza todos aqueles que saíram do comodismo para mostrar, vestidos com as camisetas alaranjadas da campanha, que conhecem seus direitos e não admitem que sejam desrespeitados.
 
 
Com a aprovação do reajuste na Corte, foi vencida a primeira batalha, mas lembramos que o reajuste de 10,14% só será direito de fato quando for aprovado na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e sancionado pelo governador. Até lá, temos que continuar mobilizados e pressionando as autoridades para que atentem à nossa causa – que, afinal, não é uma causa apenas dos servidores, mas de todos os cidadãos mineiros. Afinal, o Judiciário que valoriza seus servidores é um Judiciário que valoriza a eficiência.
 
 
Outra decisão importante da Corte Mineira foi a manutenção da jornada de trabalho de seis horas diárias, a despeito da pressão do Conselho Nacional de Justiça pelo cumprimento da Resolução 88. Prevaleceu o respeito ao direito adquirido dos trabalhadores mineiros de terem preservada sua jornada de trabalho original, já que a administração do TJMG não dispõe de recursos para garantir a correção salarial de 33% como contrapartida ao aumento da jornada para 7 horas diárias corridas. Prevaleceu, enfim, o bom senso.
 
 
MARANHÃO
 
 
Enquanto isso, o presidente do TJMA Jamil Gedeon insiste em desafiar a inteligência dos serventuários maranhenses, declarando não poder pagar a reposição das perdas inflacionárias de 2010 aos servidores, exceto quando isto for autorizado pela governadora Roseana Sarney - provavelmente em outubro. Mas com que propósito justamente em outubro? Para dar um "empurrãozinho" para a reeleição da governadora? E se ela perder a eleição? O que restará aos trabalhadores? O calote?
 
 
Por tudo isso é que a diretoria do Sindjus conclama todos os trabalhadores do TJMA a seguirem o exemplo dos nossos colegas mineiros e continuarem mobilizados e unidos em torno dos seus direitos, e demonstrando com muita coragem e determinação sua total independência em relação a qualquer governo. Ao contrário do alinhamento servil aos interesses do Executivo Estadual, postura esta que, infelizmente, o presidente do TJMA Jamil Gedeon parece não estar mais interessado em mascarar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ícone de ImpressãoVersão para Impressão