Atirador que feriu Oficial de Justiça ganha cela especial em São Paulo
21/10/2012 | 00:00 - matéria visualizada 671 vezesFernando Gouveia ocupa uma cela especial em uma delegacia de São Paulo, já que tem curso superior. O atirador deve ficar preso até que saiam os laudos atestando se ele é capaz de responder pelos crimes.
Fernando, que sofre de esquizofrenia, atirou em três pessoas quando recebia uma ordem judicial determinando a internação dele em uma clínica psiquiátrica. Um dos feridos é o oficial de Justiça Marcelo Ribeiro de Barros
ENTENDA O CASO
Tudo aconteceu quando o Oficial de Justiça se dirigiu a casa do administrador de empresas, Fernando Gouveia, acompanhado de um médico, um enfermeiro e um advogado para cumprir um mandado de interdição judicial solicitado pela família do acusado.
De acordo com informações, uma psicóloga que mora com o administrador recebeu o Oficial. Em seguida, Fernando apareceu e disparou vários tiros que atingiram o técnico de enfermagem, a psicóloga e o Oficial de Justiça que recebeu um tiro próximo ao coração. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o estado de saúde dos três é considerado estável.
A Polícia Militar compareceu ao local e foi recebida a tiros por Fernando Gouveia. Diante da situação que representava riscos, a polícia preferiu entrar em processo de negociação com o acusado que se entregou 9 horas depois do atentado. Na delegacia Fernando alegou que agiu em legítima defesa, pois agrediram sua amiga e que também ninguém se identificou.
Ao verificar a casa de Fernando Gouveia, a polícia encontrou um revólver calibre 38 com mira telescópica, uma pistola semi-automática, uma espingarda calibre 12, munição, faca de artes maciais e outras armas.
O delegado José Gonzaga Marques comunicou que o acusado será submetido a um exame de sanidade mental, e a partir da conclusão dos exames ele vai receber tratamento adequado. “A conduta dele é infracional, não muda nada! Ele praticou verdadeiramente um crime múltiplo e será responsabilizado. O que acontece é que ao invés de ser condenado, ele será submetido a uma medida de segurança internativa”, explicou.
O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o Oficial de Justiça está recebendo o apoio de dois secretários do órgão, um da presidência e outro da área de saúde.
Diversas entidades sindicais e associações de classe lamentaram o ocorrido e a falta de segurança que acompanha os servidores da Justiça no Brasil.
Providências
Na última sexta-feira, 19, às 19 horas, uma comissão liderada pelo sindicalista JOAQUIM CASTRILLON, diretor da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e da FENASSOJAF foi recebida pelo Ministro Carlos Ayres Brito, presidente do Supremo Tribunal Federal.
Na ocasião os sindicalistas entregaram documento ao Presidente do STF, requerendo a imediata adoção de providências voltadas a garantir a segurança dos servidores da Justiça do Brasil.

